Publicado
em: LYCURGO, Tassos. Anais da VIII Semana de
Humanidades: Natal 400 Anos. Natal (RN): Centro
de Ciências Humanas, Letras e Artes, 08 a
O Uso de Estados Mentais na Apreensão dos Significados Lingüísticos Literais
Tassos Lycurgo
Justificativa :
Na linguagem natural há sempre a dificuldade de se comunicar o que se fala, que
pode ser, por exemplo, uma proposição p qualquer. A razão para tal consiste na
pouca rigorosidade que é dada à linguagem natural. Mais que isso, a falta de
rigorosidade é função, principalmente, das questões concernentes ao sentido literal (literal
meaning) das proposições. Tal sentido literal, é bom
que se diga, é, por sua vez, função das interações e interligações que se dão
entre o sentido que quem fala (speaker’s meaning) dá à proposição p e a convenção lingüística
estabelecida e na qual a proposição p está envolvida. Além disso, tem-se a ação
dos estados mentais na apreensão do sentido de uma proposição. Isso se dá, como
se pode facilmente notar, a partir do uso de desejos e intenções do falante
(speaker) na produção de proposições e, portanto, no mecanismo de sucesso da
linguagem natural. Objetivos : Sendo assim, o objetivo
do que se expõe é, como bem resume Davies (1996) o
projeto de Grice (1968), analisar a concepção que se
dá na linguagem natural do sentido literal, considerando, sempre que possível,
as idéias psicológicas de estados mentais, mais especificamente, de crenças,
intenções e desejos. Problemática : A problemática se
dá exatamente nas supraditas dificuldades de
comunicação de proposições através do uso da linguagem natural. Metodologia: A
metodologia divide-se, basicamente, em duas partes. Primeiro, analisa-se ou se
caracteriza o que se quer dizer por sentido do falante (speaker’s
meaning). Depois, como lembra Davies
(1996), associa-se o conceito se sentido do falante com o da regularidade
convencional, para que, a partir dessa associação, possa-se esboçar uma análise
dos significados literais da linguagem natural. Resultados: Concluir-se-á, de
acordo com Schiffer (1987), que a idéia de uma análise dos estados mentais no construção do sentido do falante é problemática e é
vulnerável a uma fácil superação.